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A-dos-Cunhados

População: 6936 habitantes
Área: 44,2 km2
Densidade populacional: 156, 7 hab/km2
Actividades económicas : horticultura; agricultura; produção animal; caça e silvicultura.
Padroeiro Nossa Senhora da Luz (
Festas e Romarias: Padroeira Nossa Senhora da Luz (8 de Setembro) - A-dos-Cunhados, Padroeiro São Sebastião (último domingo de Janeiro) - Sobreiro Curvo, Padroeiro São José (1.º domingo de Outubro) - Palhagueiras, Padroeira Nossa Senhora de Fátima (2º Domingo de Maio) - Vale da Borra, Padroeiro Santo Isidro (último domingo de Abril) - Paradas, Padroeiro Santo Humberto (3.º domingo de Julho) - Bombardeira, Padroeiro Santo António (10 de Junho) - Boavista, Padroeira Nossa Senhora da Graça (último domingo de Julho) - Póvoa de Penafirme.
Feiras: As principais feiras existentes nesta freguesia são: uma anual (10 de Setembro) e o mercado mensal (2.º domingo de cada mês)
Património cultural e edificado: Duas grutas junto a Maceira, incluindo a Gruta ou Lapa da Rainha, Ruínas do Convento de Penafirme ou Convento de Nossa Senhora da Graça de Penafirme, junto à foz da Ribeira do Sorraia, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz.
Colectividades: Associação de Socorros, Associação de Iniciativas e Melhoramentos do Vale da Borra, Rancho Folclórico Flores do Oeste, Escola de Música Sobreirense; C. O. J. O. P. E.; C. C. D. Bombardeira; C. D. R. C. da Boavista; Grupo Desportivo de Palhagueiras; Grupo de Amigos da Vila de A-dos-Cunhados; Clube Desportivo de A-dos-Cunhados; Grupo Desportivo Sobreirense; Agrupamento 379 - A-dos-Cunhados (Corpo Nacional de Escutas).
Gastronomia: bacalhau à Jorge, broa doce, bolo de Ferradura, cozido de porco e o sarrabulho.

Localizada a escassos metros da A8, A-dos-Cunhados conta actualmente com cerca de 7 mil habitantes e é uma das maiores freguesias do município torriense. A-dos-Cunhados, sede da freguesia, Sobreiro Curvo e Póvoa de Penafirme consistem nos principais aglomerados da freguesia.

Criada a 15 de Dezembro de 1581, A-dos-Cunhados é uma das maiores freguesias do concelho de Torres Vedras. E nem a “perda” da Maceira em 1997 a fizeram perder o estatuto. A freguesia, que conta actualmente com cerca de 9 mil habitantes distribuídos por uma área de 52 km2, ocupa, com Ramalhal e Campelos, a posição mais setentrional face à sede do concelho.
“Sendo uma das três freguesias do litoral do concelho, A-dos-Cunhados conjuga como nenhuma outra, o campo e a praia”, como refere a monografia da freguesia “Itinerários da Memória”. De modo diverso, salientam os historiadores, a freguesia “apresenta vales de aluviões, cujos solos férteis são, desde há séculos, aproveitados para a actividade agrícola, condicionando de forma determinante, a fixação humana e o povoamento nesta vasta área”.

Ao fim de mais de quatro séculos com “uma população maioritariamente dedicada à agricultura, com um ritmo de vida comandando pelas estações e épocas de cultivo, esta freguesia assiste, a partir da década de 70 (século XX), a uma importante transformação económica que prossegue de forma mais acentuada, durante os anos 80”, revela a mesma fonte. Embora a actividade agrícola continue a ter grande expressão, as actividades ligadas à indústria assumem um peso crescente na economia local, nomeadamente com o desenvolvimento das indústrias relacionadas com a construção civil, estimulado pelo crescimento demográfico e pelo aumento do número de edifícios, assim como pelo impulso dado pelo engarrafamento das Águas do Vimeiro.

Durante toda a década de 80, a área de comércio e serviços tende a afirmar-se gradualmente como o sector de actividade predominante na freguesia, embora o sector primário continue a ter uma forte expressão na vida destas populações, nomeadamente com a horticultura forçada (estufas).

“A prestação de serviços vários”, associados em grande parte “ao desenvolvimento da indústria do turismo e ao trabalho na área social desenvolvido em diversificadas instituições contribuem, de forma decisiva, para a predominância do sector terciário”, a partir, principalmente, da segunda metade da década de 90.

A elevação à categoria de Vila em 8 de Agosto de 1995 terá representado também um importante factor para a consolidação deste sector, visível no posterior aparecimento de inúmeros estabelecimentos comerciais na sede da freguesia.

Segundo a tradição, primitivamente viveram aqui três indivíduos que eram cunhados e que viviam numa grande Quinta, por eles cultivada e cujos produtos eram divididos entre si.
Mais tarde com o decorrer dos anos e a existência de descendentes, a Quinta foi dividida, sendo eles os primeiros habitantes deste lugar. Na escritura de obrigação que os seus habitantes e os da aldeia vizinha Sobreiro Curvo e outros fizeram para poderem construir uma capela, diz somente “no lugar dos Cunhados”.

Porém, António Freire, prior da Igreja de S. Pedro da então vila de Torres Vedras, fala nos moradores do lugar da “Dos Cunhados” e Jorge de Almeida, na carta de licença para os seus habitantes refere o mesmo. Em diversos requerimentos do tempo se lhes dá indiferentemente a denominação de “Dos Cunhados” e de “A-dos-Cunhados”.
O Bispo de Targa, que visitou a primitiva Igreja, assinou uma folha em que se indicavam os nomes dos lugares e casais que deviam constituir esta freguesia e em primeiro lugar vinha o de A-dos-Cunhados.
Estes factos ocorreram durante os séculos XV e XVI e eram muitas as Quintas existentes por estes sítios cujas grandes herdades eram vestígios ainda do feudalismo e que estavam debaixo da jurisdição dos Monges de Cister de Alcobaça.

Rádio Europa 93.8 FM

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