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Matacães

População:  1222 habitantes
Área 13,4 km2
Densidade populacional 91,2 hab/km2
Actividades económicas: Agricultura, indústria de extracção de produtos químicos e pequeno comércio
Padroeiro: N.ª Sra. da Oliveira  
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Oliveira - Agosto, Senhor do Calvário - 3 de Maio e Domingo de Ramos, Santíssimo Sacramento - Junho, Nossa Senhora de Fátima, Santo Amaro - 2.º domingo de Julho, Mártir S. Sebastião - 1.º Domingo de Agosto
Feiras: ----
Património cultural e edificado: Santuário do Senhor do Calvário, igreja matriz, quinta do Juncal, moinhos e azenhas
Colectividades:  Associação Cultural e Recreativa de Sevilheira, Grupo Desportivo de Matacães, Associação de Caçadores de Matacães , Associação Cultural Beneficente Mártir S. Sebastião de Ribeira de Matacães
Gastronomia Cachola de porco, arroz de matança, doce de abóbora e uvada.

A cinco quilómetros da sede do concelho, para este-sudeste, e a quarenta e oito de Lisboa, a freguesia de Nossa Senhora da Oliveira de Matacães encontra-se na margem direita da ribeira do mesmo nome, na estrada para Monte Redondo.

Segundo a tradição, o topónimo está relacionado com as guerras da Reconquista Cristã entre as tropas de D. Afonso Henriques e os mouros. Depois da conquista de Torres Vedras, os cristãos caíram em cima do inimigo, com as frases “mata esses cães” a ecoar nas bocas dos portugueses. Assim ficou o nome Matacães.

O castro da Fórnea e a necrópole da Portucheira confirmam a presença humana no seu termo desde a época Neolítica e a Idade dos Metais. Quanto aos romanos, existe uma lápide com motivos astrais, lucernas e um “in-fundibulum” muito raro, que parece de inspiração cartaginesa.

Em termos eclesiásticos, a paróquia de Nossa Senhora de Oliveira, instituída em 1559, foi um priorado da apresentação da colegiada de S. Miguel de Torres Vedras. Tinha de rendimento anual cem mil réis e o pé-de--altar, quantia bastante elevada tendo em conta a média das paróquias da sua dimensão.

Em 1507, no tombo dos bens da confraria do mesmo nome, a freguesia aparece com a denominação de Santa Maria do Mosteiro de Matacães. O mosteiro, com efeito, esteve para ser construído num bosque que existia perto da igreja paroquial. No entanto, a falta de água levou os frades arrábidos, que lideravam todo o processo, a construí-lo em Barro em 1570.

A origem desta igreja é descrita por Frei Agostinho de Santa Maria em “Santuário Mariano”: “Em eras remotas havia n’este sítio, em que depois se fundou a aldeia de Matacães, uma ermida dedicada ao Espírito Santo, e junto d’ella um pequeno terreiro, no qual se via, para o lado do norte, uma grande e única oliveira, no sítio mais eminente. Estavam aqui algumas casinhas ou choupanas, onde viviam os seus pobres habitantes. A esta pequena aldeia chamava-se então o logar do Espírito Santo.

Na citada oliveira appareceu uma imagem de Nossa Senhora a um certo indivíduo, que deu logo parte a outros da milagrosa apparição. Participaram o facto ao prior da egreja de S. Miguel de Torres Vedras e aos sus beneficiados, a cuja freguezia pertencia o logar do Espírito Santo. O parocho e os beneficiados vieram acompanhados de muito povo ao sítio indicado, alguns d’elles viram a santa imagem, e querendo aproximar-se para a tirarem e levarem para a egreja, a imagem desappareceu. Alguns dias depois tornou a ser vista na mesma arvore. Dez vezes o parocho tentou trazel-a para a egreja, mas a imagem desapparecia sempre, apenas se aproximava da arvore. Decidiram então erguer n’aquelle mesmo sitio um santuario, para o que depressa se juntaram bastantes offertas, mas quando a capella estava construida, a imagem havia desapparecido, e resolveram então mandar fazer outra imagem, de pedra, e a collocaram no altar da capella.”

Rádio Europa 93.8 FM

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