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Turcifal

População:  3000 habitantes,  eleitores
Área:  24,69 km2
Densidade populacional: 121,7 hab/km2
Actividades económicas: Agricultura; fruticultura; construção e comércio; alojamento e restauração.
Padroeiro:  Santa Maria Madalena
Festas e Romarias:Senhor Jesus Morto (3.º domingo de Julho), Senhora da Graça (31 de Maio), N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro), Santa Marta (1.º domingo de Agosto), N. Sra. da Nazaré (3.º domingo de Setembro), Santa Iria (4.º domingo de Julho) e Santa Bárbara (15 de Agosto).
Feiras: Feira do Mato (último domingo de Agosto), feira de Artesanato (último domingo de Agosto).
Património cultural e edificado:Igreja matriz, Capela do Espírito Santo, Igreja da Cadriceira, Igreja de Melroeira, Igreja de Mugideira, Igreja de Casal de Barbos, Igreja de Freixofeira e Igreja Evangélica.
Colectividades: Grupo Desp. da Casa do Povo de Turcifal, Assoc. de Socorros da Freguesia de Turcifal, Assoc. de Caçadores da Freguesia de Turcifal, Sporting Clube da Freixofeira, Carvalhal Atlético Clube, Grupo Desp. Recreativo e Cultural da Melroeira, Assoc. Cultural e Desportiva da Mugideira, Assoc. Cultural Desportiva e Recreativa da Cadriceira, Unidos Futebol Clube da Aldeia da Serra e Centro de Convívio Recreativo e Cultural de Casal Barbas.
Gastronomia: Cachola, mimosas, bolo de ferradura, broa doce e vinho.
Artesanato: Sapataria manual e tanoaria.

A sete quilómetros da sede do concelho, a freguesia de Turcifal é constituída pelos lugares de Freixofeira, Carvalhal, Melroeira, Casal Barbas, Almeirinhos, Aldeia da Serra, Cadriceira e Mugideira. Está situada na margem direita de um afluente do rio Sizandro.

A história de Turcifal inicia-se ainda antes da fundação da Nacionalidade. Além da arqueologia, a própria toponímia demonstra à evidência esse facto. Nomes como Chapoceira, Manjapão e Freixofeira são do tempo da Reconquista Cristã, mas Turcifal é de origem árabe. Embora, evidentemente, não signifique “terra repleta de turcos”, como dizia o povo ainda no século XVIII.

Em 1280, D. Dinis doou a sua irmã, D. Branca, a “quintã” de Manjapão, que mais tarde seria doada por ela ao Pe. Pêro Vicente. É um dos primeiros documentos escritos sobre esta freguesia. Sabe-se também, através dele, que desde sempre a freguesia pertenceu ao termo de Torres Vedras.

Em termos eclesiásticos, esta freguesia foi um curato da apresentação do prior de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras e depois vigairaria. Em 1840, pertencia ao concelho de Torres Vedras. Passou depois ao da Azueira, extinto em 24 de Outubro de 1855. Regressou então, agora definitivamente, a Torres Vedras. Refere Pinho Leal que Turcifal chegou a ser sede de um pequeno concelho, mas nenhum elemento histórico confirma esta afirmação.

Em “Viagem a Portugal”, José Saramago refere-se longamente a esta freguesia. A qualidade e o sabor da prosa obrigam à citação do excerto que se segue: “Foi o caso de no Turcifal ter visto o viajante uma altíssima igreja erguida sobre um terreiro a que por tesos lances de escadaria se chegaria, havendo boa perna. Buliu o avantajado edifício com a curiosidade do viajante, que se lançou ao habitual jogo da chave. (...) O viajante bateu uma vez, bateu duas vezes, e depois de bater três vezes entreabriu-se uma frincha zelosa, e uma cara de mulher velha apareceu, severa: “Que deseja?” Dá o viajante o seu habitual recado, veio de longe, anda a visitar, seria um grande favor, etc. Responde a frincha da porta: “Não estou autorizada. Não dou a chave. Vá pedir ao padre.” (...) Já pensa que no limiar da povoação fará o teatral gesto de sacudir a poeira das botas, mas então lembra-se do bom modo da primeira mulher, e vai ao padre. Pasmemos todos. A velha já lá está, em grandes demonstrações explicativas, de palavra e gesto, com a ama do padre, ou talvez parente. (...) E tudo vem a explicar-se. Esta pobre mulher, mostrando a igreja a visitantes, foi por duas vezes vítima de ataques. Uma das vezes até lhe deitaram as mãos ao pescoço, um horror. O viajante fora confundido.”

Rádio Europa 93.8 FM

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